terça-feira, 10 de abril de 2018

José Joaquim Pereira Lobo, mais conhecido como Pereira Lobo


José Joaquim Pereira Lobo, mais conhecido como Pereira Lobo (São Cristóvão, 23 de dezembro de 1864 — Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 1933)  foi um militar e político brasileiro.

Foi presidente do Estado de Sergipe no período de 1918 a 1922. Exerceu também o mandato de senador pelo mesmo estado de 1914 a 1918 e de 1923 a 1930, além de ter sido deputado estadual em 1893 e vice-presidente do Estado de 1896 a 1898.

Texto e imagem reproduzidos do Facebbok/Paulo Roberto Dantas Brandão.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Jorge Lins, Senhor do Seu Destino


Publicado originalmente no Facebook/Nestor Amazonas, em 03/04/2018

Jorge Lins, Senhor do Seu Destino.
Por Nestor Amazonas

Jorge, desde muito jovem (faz tempo) sempre soube o que queria – ser um homem de teatro. E não vacilou em nenhum instante nesta carreira que já dura quase 50 anos.

Lembro que Guilherme de Figueiredo (irmão do ex-presidente), intelectual, crítico de teatro, escreveu nos fins dos anos 70, no Jornal do Brasil - `a época o mais importante do país, que surgia em Sergipe um novo e promissor talento no teatro brasileiro – Jorge Lins de Carvalho.

Por puro vacilo nosso, revanchismos políticos `a parte, não demos a real importância a este vaticínio. E Jorge seguiu adiante, sempre escrevendo novos capítulos das artes sergipanas, com o Grupo Raízes, com o Circo Amoras & Amores, com a livraria quase editora Auê, com teatro nas escolas ou com seus cursos de formação de atores e plateia, e sempre fazendo...

Jorge sempre foi um “Gente que Faz”. Enquanto muitos de nós, na luta pela sobrevivência, pulávamos de galho em galho, se pendurando nas oportunidades que apareciam – jornalismo, publicidade, advocacia, cargos públicos, ele mantinha o foco e seguia sua luta pelo teatro, tanto como entretenimento, como ferramenta social.

O que mais gosto das atitudes de Jorge é que ele atravessou vastos oceanos de adversidades sem “pongar” em naus ideológicas ou circunstâncias politiqueiras. Sempre se manteve altivo e equidistante das mesquinharias ocasionais tão comum em Sergipe D’El Rey, mas, ao mesmo tempo, sem deixar de ser político na melhor concepção da palavra – seu objetivo era fazer, e ser, teatro.

E conseguiu. Hoje Jorge Lins é o mais profícuo e longevo representante do teatro sergipano, algo que mereceria reconhecimento em qualquer outro lugar que não fosse o paraíso dos conchavos e alianças menores, tendo as políticas culturais do Estado como cenário, diretor e ator.

Hoje, Sergipe deve a Jorge Lins o aplauso, maior reconhecimento que um homem de teatro pode ter, principalmente porque amanhã (4 de abril) é seu aniversário.

No entanto os meus parabéns, não são para ele, mas para o público que tem a honra de ter nele, a personificação do teatro sergipano.

Invocando um colega de Jorge Lins, pegou emprestado versos que traduzem o que este meu amigo significa para mim e para uma legião de admiradores.

“Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons.
Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”.
Brecht

Saudades amigo Jorge.

****
PS – embora o aniversário seja amanhã (quarta-feira), faço aqui este spoiler na esperança de contaminar outros, para que se manifestem em homenagear Jorge, inclusive dando uma passada no restaurante Zodíaco, no Mosqueiro, a mais recente atividade de Jorge como empreendedor, sempre supervisionado pela Cheff Sandra.

Pronto, fiz o meu comercial.

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Nestor Amazonas

domingo, 1 de abril de 2018

Pedro Barreto um homem de fibra


Pedro Barreto um homem de fibra 
Por Luiz Eduardo Costa

          O desembargador Pedro Barreto de Andrade foi um homem que marcou o seu tempo pela firmeza de caráter e a fibra revelada nos instantes mais difíceis. Quando a política sergipana descambava para a violência, na década dos cinquenta, era preciso ter coragem pessoal para enfrentar circunstâncias perigosas. Pedro Barreto, um jurista, advogado conceituado nos foros sergipanos, se punha quase sempre à frente das empreitadas mais difíceis. É bom lembrar que naquele tempo Sergipe era infestado de pistoleiros profissionais e de policiais pistoleiros, que se punham a serviço dos poderosos comandantes da pistolagem. Fazer política tornava-se uma atividade cheia de riscos. Pedro Barreto, sergipano nascido em Simão Dias, voltou a morar na sua terra, fixando residência em Aracaju, pouco depois de formar-se na Universidade do Rio de Janeiro. Logo foi eleito deputado estadual e se fez um líder, uma voz respeitada, tanto quando estava no governo, como, principalmente, na oposição. O Dr. Pedro era sensato, arguto, correto e se fazia conselheiro nos momentos tensos de incertezas, dúvidas e receios, coisas que ele ajudava a dissipar.

          Tornou-se desembargador, ocupando a vaga de advogado e, no Poder Judiciário, sua liderança era inconteste. Aposentou-se e foi nomeado Secretário de Segurança, retornou à política, mas não foi bem sucedido na tentativa de eleger-se, mais uma vez, deputado.

          Pedro casou-se no Rio com Dolinha, ela separada e com dois filhos, Mário, e Roberto, já falecidos. Os dois enteados eram crianças, Pedro os criou como filhos e eles o amavam como a um pai. Com dona Dolinha, Pedro teve três filhos, Pedrito, advogado e jornalista, Hierania e Sérgio.

          Pedro morreu aos 66 anos, em 1984. Nesse mês de março, dia 23, faria cem anos.

          Nessa segunda-feira, dia 2, a Assembleia Legislativa fará a Pedro Barreto uma homenagem. O presidente da Assembleia, Luciano Bispo, e a Academia Sergipana de Letras, pelo seu presidente, Anderson Nascimento, estão convidando para a sessão solene, que será no plenário do Legislativo, às 17 horas.

Texto e imagem reproduzidos do blog: blogluizeduardocosta.com.br

terça-feira, 20 de março de 2018

Homenagem a Pedro Barreto de Andrade


No dia 2 de abril, às 17 horas, a Assembleia Legislativa de Sergipe, em parceria com a Academia Sergipana de Letras, irá realizar uma Sessão Especial em comemoração ao centenário de nascimento do ex-Deputado Estadual Pedro Barreto de Andrade, meu pai. Nascido em Simão Dias, ele foi Secretário de Justiça e Interior, Secretário de Segurança Pública, Promotor Público, Professor da Faculdade de Ciências Econômicas, Desembargador e Deputado Estadual em quatro legislaturas.

Texto e foto reproduzidos do Facebook/Pedrito Barreto.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Adeus Petrônio Gomes, por Luciano Correia


Publicado originalmente no Facebook/Luciano Correia, em 15/02;2018

Adeus Petrônio Gomes
Por Luciano Correia

No sábado de carnaval, deu adeus a este mundo o jornalista/radialista Petrônio Gomes. Dos poucos ídolos que cultivei na vida – a rigor, só tenho adoração pelo meu pai, também falecido – Petrônio foi um destes, que me cativou ainda na infância/adolescência com seu programa dominical Rádio Revista, na Rádio Cultura. Depois, levou o mesmo programa para a Aperipê, agora com o título de Conversando com Você, onde encerrou sua participação no rádio. Petrônio era a combinação suave de uma belíssima voz, de timbre forte e aveludado, com uma leitura pausada, modulando a interpretação dos textos, um rádio como já não se faz. Porque seu programa tinha texto... e dos bons, escritos por ele ou bem escolhidos de outros autores. A doçura de suas célebres crônicas, muitas delas voltadas para os temas cristãos, nem de longe se aproximava do padrão mamão-com-açúcar, a autoajuda medíocre que ora infesta rádios e telas.

Também fazia parte de seus roteiros a crítica mordaz construída muitas vezes num texto ferino, quando queria denunciar as mazelas, sobretudo as situadas no campo da cultura. Tenho notinhas demolidoras sobre os descaminhos da programação da Rede Globo. Outras tantas sobre a banalização dos carnavais, quando as músicas dispensaram a presença das letras para ficar só nos grunhidos. E informação, muita informação sobre temas variados da vida, um almanaque semanal pontilhado de belíssimas canções, incluindo a música clássica. A ele devo, do tanto que devo, o gosto por alguns compositores clássicos, embora minha ignorância não me permita dizer que sou um membro do clube. Ali conheci Dvorák, Brahms e o maravilhoso Albert Kètelbey, do comovente Santuário do Coração, tema que encerrava o programa, após a crônica final. Dezenas e dezenas de vezes me peguei chorando ao ouvir os dois, a crônica e a música, um casamento tão perfeito entre um texto primoroso e a delicada música que imprimiam sofisticação à linguagem radiofônica de Petrônio Gomes.

Na segunda fase de seu programa, na Aperipê, comecei a gravar alguns desses programas. Lembro que nas vezes em que eu me ausentava do estado por alguma viagem, deixava mamãe encarregada da tarefa de fazê-lo. Aí dona Afra tinha que se virar em esforços para lidar com as traquitanas de um rádio-gravador e fitas K-7 para que eu não ficasse sem o programa da semana. Hoje conto mais de 100 fitas, delícias que pretendo, se a família me permitir, ir dividindo com o distinto público das redes sociais, fazendo assim uma gambiarra tecno-cultural da obra de Petrônio no rádio para o território livre das redes. Curiosamente, ele, que tanto cultivou a história dos carnavais e dos sambistas e compositores que fizeram a grandeza de nossa música, foi embora num sábado em que a folia, traduzida em outras manifestações e personagens, ensaiava os primeiros sacolejos de sua versão 2018. Petrônio se foi, junto com outros carnavais.


Texto e vídeo reproduzidos do Facebook/Luciano Correia.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Tadeuzinho e o Elo Fusível, por Paulo Roberto D. Brandão

Foto reproduzida do Facebook/Micheline Silva e 
postada pelo blog 'SERGIPE, sua terra e sua gente'.

Texto publicado originalmente no Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão, em 21/02/2018.

Tadeuzinho e o Elo Fusível
Por Paulo Roberto Dantas Brandão

Em 1995 eu era presidente da Energipe, então empresa estatal. Belo dia entra esbaforido em minha sala Adalberto Moura, grande figura, que era Diretor de Distribuição da empresa. Nem me cumprimentou e foi logo dizendo: “Paulo! Vou parar a manutenção da rede na cidade. Não tem elo fusível, acabou o estoque e ninguém toma providência”.

Ao que lembrava elo fusível era um fiozinho que como o nome dizia serve de fusível, e devia custar menos de R$ 1,00 a unidade. Pedi explicações, etc., e fiquei mais furioso que meu amigo Adalberto. Rumei para o Suprimento, que funcionava onde hoje é a sede da Energisa. Exonerei logo os responsáveis de suas funções. Telefonei para todo mundo que conhecia no comércio que podia fornecer emergencialmente o material. Em menos de uma hora tinha resolvido a crise.

Chamei meu amigo de infância Tadeu Monteiro, o Tadeuzinho, e o nomeei chefe do suprimento. Na presença dele reuni todo mundo não só do suprimento, do almoxarifado, da licitação, mas quem mais tivesse por perto. E disparei: “No dia que faltar elo fusível, ou um material desses, podem trazer suas carteiras do trabalho. Trago a segurança, cerco isso aqui, e demito todo mundo”. Eu tava uma fera, e dei vazão a todo o meu eu autoritário. Só sei que assustei meio mundo.

Uma semana depois, aplacada a raiva, resolvi ver como Tadeuzinho estava se saindo lá no Suprimento. Cheguei de surpresa. Na sua sala, pendurado em um lugar de honra, estava um “elo fusível”. Perguntei o que era aquilo, e porque aquele material estava pendurado ali, ele se explicou: “Em primeiro lugar eu comprei esse aí com meu dinheiro. Em segundo lugar está aí para não esquecer. Todo dia que chego aqui a primeira coisa que faço é checar o estoque de elo fusível. Tá doido, eu nunca vi você tão brabo”.

Lembrei desse episódio ontem, no enterro de meu amigo Tadeuzinho. Ainda estou chocado. Quero fugir do lugar comum, mas o mundo será menos alegre sem ele.

Texto reproduzido do Facebook/ Paulo Roberto Dantas Brandão.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Meu ídolo, por Lilian Rocha


Publicado originalmente no Facebook/Lilian Rocha, em 16.2.18

Meu ídolo
Por Lilian Rocha

Falar dele é o mesmo que falar de um ídolo, de alguém que você admira muito e sabe que jamais vai conseguir ser igual a ele.

Ele foi meu primeiro professor de Inglês. Com ele, aprendi os dias da semana, os meses do ano, as cores, os números, os pronomes...

Foi meu primeiro professor de Literatura, que recheou minha infância com revistinhas e livros inesquecíveis e me ensinou a gostar de ler e escrever...

Foi meu primeiro professor de Música, que acostumou meus ouvidos, desde cedo, à música de qualidade...

Foi meu primeiro professor de Religião, que respondeu a todos os meus questionamentos, me tirou todas as dúvidas e aumentou a minha fé...

Foi meu primeiro professor de Geografia e História, dono de uma cultura e uma memória invejável, que me ensinou sobre o Brasil e o mundo...

Foi meu primeiro professor de saudade, que me fez amar histórias que eu nunca vivi e lugares que eu nunca conheci...

Foi quem também me ensinou o significado da ética, do respeito e da responsabilidade. E quem primeiro me ensinou sobre romantismo, amor e fidelidade.

Difícil falar de uma pessoa tão culta e possuidor de uma inteligência tão brilhante. Difícil falar de um homem que era, ao mesmo tempo, professor, jornalista, radialista, cronista, pianista...

Mas o mais fascinante pra mim era saber que essa pessoa tão completa cabia todinha numa palavrinha bem pequena, talvez uma das primeiras que aprendi a pronunciar: PAI.

Meu pai sempre foi isso pra mim, uma referência. Referência de responsabilidade, de seriedade, de inteligência, de cultura, de bom gosto musical, de integridade e de fé. Um homem "de palavra", que honrava o que dizia. Um escritor nato, que amava as palavras e se valia delas para chegar ao âmago de todos os que se dispunham a ouvi-lo, seja qualquer que fosse o instrumento: cartas, livros, rádio, jornal, televisão, redes sociais...

Por isso, é também com "palavras" que quero me despedir dele, pois só as palavras têm acesso livre ao coração do outro. E só quem ama as palavras é capaz de ouvir e entender essa estranha linguagem do coração, chamada saudade...

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Lilian Rocha 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Petrônio Gomes

Foto reproduzida do Facebook/Petrônio Gomes

Texto publicado originalmente no Facebook/Luiz Araújo, em 10 de fevereiro de 2018

Petrônio Gomes
Por Luiz Araújo

Conheci Petrônio Gomes ainda como colega no Banco do Brasil. Logo no primeiro contato, percebi que estava diante de uma personalidade extraordinária, uma enciclopédia de conhecimentos! Trabalhava calado, não jogava "conversa fora" mesmo nos intervalos! Aconteceu que Deus me deu o dom de fazer as pessoas falarem sobre seu mundo interior! Sempre conseguia uma forma de arrancar uma ligeira conversa c Petrônio. Aprendi muito com esses "papos". 

Nas várias emissoras por onde passou, deixou a sua marca de um radialista de escolas. Os programas que produzia e apresentava cativam os ouvintes. Foram lições que formaram uma geração de radialistas! Uma dicção perfeita, um português burilado sem deixar a simplicidade eloquente. 

Uma voz clara e cheia de doçura. Atraente, cativante. Um católico fervoroso, um humanista sem par, um cronista que nos alimentava com a esperança de que é possível criar um mundo. Um memorialista que conhecia as belas coisas do passado que não podem morrer. Era sincero e ousado em suas apreciações, utilizando a ironia em sua forma mais perfeita! Fez parte da equipe do Programa Sementes Musicais patrocinado pela Sofise. Programas que ficaram na memória! Amante dos "clássicos" da música e da literatura, conhecedor da obra dos grandes compositores, dominava a grande música popular e a história de seus criadores. Sempre gostei de enviar comentários sobre as suas ricas postagens! Um "gentleman" que me enviava um retorno que me estimulava, fazendo referência ao meu Programa na Rádio Aperipê! Uma grande honra para mim! O porto natural da vida é a morte, a vida em comunhão com o Criador! Petrônio deixou um vácuo imenso na Cultura de Sergipe e um abismo enorme na alma das pessoas que o conheceram! Tenho a revelar que alguma das minhas paixões se foram com ele… 

Por outro, personagens desse naipe nunca "morrem", apenas desaparecem de nosso horizonte material, pois permanecem para sempre como se estivessem vivos, no Universo de nossa imaginação! Minha solidariedade aos familiares e amigos de " un' uomo d'oro". 

Deus o tenha em sua maior glória!

Texto reproduzido do Facebook/Luiz Araújo

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Lilian Rocha, comunica o falecimento de seu pai, Petrônio Gomes (10/02/2018)


"Toda história de amor tem que ter um final feliz. 

Hoje de madrugada, Nosso Senhor levou meu pai, do jeitinho que eu tinha pedido a Ele, dormindo. 

Sem fazer barulho, Ele o recolheu em Seus braços e o levou ao encontro de minha mãe.

Agora eles estão juntos novamente.

E como numa grande história de amor, vão continuar felizes.

Para sempre". (Lilian Rocha).

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Post de Lilian Rocha, comunicando em seu perfil no Facebook, o falecimento de seu pai, Petrônio Gomes. Foto reproduzida do Facebook/Petrônio Gomes.

Publicação no Facebook > http://bit.ly/2Eky8Qk

Petrônio Gomes

Foto reproduzida do Facebook/Petrônio Gomes, 
postada pelo blog "SERGIPE..."

Texto publicado originalmente no Facebook/ Amaral Cavalcante, em 10/02/2018

Petrônio Gomes

Por Amaral Cavalcante.

Foi-se, para a ansiada vida eterna ao lado do Cristo e da mulher que amava, o maior cronista da vida sergipana. Petrônio Gomes era uma referência de perspicácia e apuro literário que tocou minha adolescência, ainda em Simão Dias. De ouvido pregado na excelente Rádio Cultura de antigamente eu ouvia, religiosamente, sua voz dolente declamar as crônicas poéticas que escrevia com cuidadosa elegância sobre fatos da vida sergipana e jurava um dia conhecê-lo para que ele soubesse que até nos rincões do esturricado sertão sergipano sua voz era ouvida e guardada com amorosa dedicação.

Ao me mudar para Aracaju, na primeira metade dos anos 1960, trouxe o firme propósito de conhecê-lo pessoalmente mas tanto enveredei pelos caminhos da rebeldia juvenil - característica daqueles tempos lisérgicos – que fui deixando para depois o nosso encontro, temendo que a firme religiosidade católica do cronista não aceitasse a minha iconoclastia juvenil. Somente agora, por ocasião da formatação da Revista Cumbuca, curti a emoção de visita-lo para externar minha cultivada admiração e receber a devida autorização para publicar, na revista, duas das suas crônicas imorredouras.

Petrônio merece agora, cujo passamento tornará evidente a falta do seu estro, a publicação de uma Seleta das suas melhores crônicas, remetendo ao futuro em nossas empobrecidas estantes a genialidade sergipana provada em tantos anos de apaixonado labor.

Foi-se o mestre, que fique eternizado o amor que lhe dedicamos e a unânime reverência que lhe prestamos.

Texto reproduzido do Facebook/Amaral Cavalcante.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Morreu, aos 89 anos, o radialista e bancário Petrônio Gomes


Por F5 News

Morreu, aos 89 anos, na madrugada deste sábado (10), o radialista e bancário Petrônio Gomes, em Aracaju. Profissional que marcou a história da comunicação sergipana nas ondas do rádio.

Gomes estava em casa, onde fazia tratamento para problemas de saúde e faleceu enquanto dormia.

O radialista teve sua história na comunicação marcada pela passagem por vários anos na rádio Aperipê AM.

Também publicou crônicas em vários jornais de Sergipe, mostrando sua vertente pela escrita.

O corpo de Petrônio Gomes está sendo velado no Osaf, de onde seguirá à tarde para sepultamento no cemitério Colina da Saudade, às 17 horas.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Conjunto "Os Invíctus"

"No comecinho… Zé Paulo (baixo), Néry (guitarra solo) Marcos Fontes (guitarra base)
 e Pascoal Maynard (bateria). Na foto: os gêmeos, Heldinho e Gari, 
além de Jorge Guerreiro". (Pascoal Maynard).

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Pascoal Maynard.

Jornalista Orlando Dantas, quando jovem

“Como estou revirando o baú da família, uma foto 3x4 do meu avô materno Orlando Dantas, com toda a sua elegância. Deveria ter lá os seus 18 anos então”. (Paulo Roberto Dantas Brandão).

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Comendador Francisco Correia Dantas


"O Comendador Francisco Correia Dantas, senhor dos Engenhos Vassouras e Môco. Avô do meu avô. Pai de Manoel Correia Dantas, que era pai de Orlando Viera Dantas, que era pai de Yêda Dantas Brandão, minha mãe. Portanto meu tataravô. Era Comendador da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, e por isso era conhecido como "O Comendador". A crônica familiar o coloca como uma pessoa extremamente formal, que ficou órfão cedo e viúvo também relativamente cedo. Do acervo da família que estou a digitalizar". (Paulo Roberto Dantas Brandão).

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão.

D. Fausta Andrade Vieira e José Vieira de Andrade

"Meus tataravós maternos. D. Fausta Andrade Vieira e José Vieira de Andrade, do Engenho Porto dos Barcos, em Riachuelo. Eram pais de minha bisavó, Adelina Vieira Dantas, D. Nenê, avós de mau avô Orlando Dantas, e bisavós de minha mãe, Yêda". (Paulo Roberto Dantas Brandão).

Texto e imagens reproduzidos do Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão.

Clique no link para acessar post original e comentários > http://bit.ly/2Eemc5C

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Livro de memórias de Padre Jerônimo Peixoto



Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 25/11/2004 

Livro de memórias de Padre Jerônimo Peixoto 

Nascido no povoado do Cajueiro, no município de Itabaiana, o Padre Jerônimo Peixoto acaba de lançar seu primeiro livro, “Memórias de um Cajueiro”. Ordenado sacerdote no ano de 1997, Padre Jerônimo se formou em Filosofia e Teologia no Estado de Minas Gerais.

Nascido no povoado do Cajueiro, no município de Itabaiana, o padre Jerônimo Peixoto acaba de lançar seu primeiro livro, “Memórias de um Cajueiro”. Ordenado sacerdote no ano de 1997, padre Jerônimo se formou em Filosofia e Teologia no Estado de Minas Gerais. Assim que retornou a Sergipe, se tornou padre dos municípios de Siriri, Divina Pastora e, posteriormente, assumiu a Coordenação Arquidiocesana de Pastoral.

A convite do bispo Dom Lessa, padre Jerônimo assumiu, há quatro anos, a Catedral Metropolitana. Além disto, leciona a disciplina Doutrina Social da Igreja no Seminário Arquidiocesano, e na escola de Teologia para os Leigos, onde também ministra o curso de Teologia Moral. Confira a entrevista realizada pelo Portal InfoNet com o padre e descubra o lado escritor deste homem que vive a serviço da fé.

PORTAL INFONET - Do que trata o livro?

PADRE JERÔNIMO PEIXOTO -  Como o próprio título diz, este é um livro de memórias. São relatos reais e, também, fictícios, de um povo que viveu no pequeno vilarejo no município de Itabaiana chamado “Povoado do Cajueiro”. Lá, inclusive, foi onde viveu minha família e também onde passei parte da minha infância. É uma literatura rica em regionalismo, produzida de forma lírica e com pitadas de humor, deixando a leitura leve e agradável, já que o objetivo desta produção literária foi o de passar uma mensagem de esperança, incentivado as pessoas a perceberem que através da luta existe a possibilidade de se conseguir a vitória com bastante dignidade.

INFONET – Como surgiu o interesse do senhor pela literatura?

JP - Sempre gostei muito de literatura, mas nunca me dediquei a isso. Há três anos comecei a me dedicar a esta paixão, passando para o papel algumas idéia que tive. Começou como uma brincadeira e acabou ficando sério, ocasionando a produção deste livro, que é uma obra muito simples, apenas um romance de memórias de alguém que viveu em um cidade do interior.

INFONET – Por ser padre, o senhor tem uma religiosidade bastante aguçada. No livro isto é perceptível?

JP - A religiosidade no livro é retratada de forma bastante objetiva, no sentido que as pessoas que compõem a história eram marcadas pela religiosidade popular e pelo catolicismo da época retratada - no caso de 1870 até os dias atuais. As pessoas eram católicas e isto é retratado, mas de minha parte não é citado nada. Nem sobre minha espiritualidade, nem sobre minha relação com a igreja, até porque este não foi um livro escrito com este intuito.

INFONET - Na última segunda-feira aconteceu o lançamento de “Memórias de um Cajueiro”. Como o senhor percebeu a receptividade do público sergipano?

JP - Muito bem. Cerca de 200 pessoas estiveram presentes, entre autoridades, personalidades e escritores da Literatura Sergipana. Mas sei que a cultura local não é valorizada e, também sei, do árduo trabalho que há para divulgar o que se é produzido na área cultural no Estado. Seja na literatura, nas artes plásticas ou na música. O sergipano não foi educado para valorizar o que é da terra, e sim o que vem de fora.

INFONET - Tudo bem que o seu primeiro livro acaba de ser lançado. Mas já existe algum outro projeto guardado ou ao menos a idéia de um?

JP - É muito cedo ainda para falar sobre isso. Ainda estou esperando saber como meu primeiro livro será aceito. Não pretendo parar de escrever, por que gosto da coisa. Mas se irei publicar algo, isto só dependerá dos resultados desta primeira produção, que espero que tenha um respaldo positivo.

Por Theo Alves.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Gilvan Rocha, Um fenômeno eleitoral

Foto reproduzida do site wikimedia e postada
 pelo blog "SERGIPE, sua terra e sua gente".

Texto publicado originalmente no site SERIGY, em 01/09/2006

Senado IXGilvan Rocha, Um fenômeno eleitoral
Por Luiz Antônio Barreto

Ao ser fundado em Sergipe, em 1966, o Movimento Democrático Brasileiro – MDB, reuniu apenas um político com mandato, o então deputado federal José Carlos Teixeira, eleito em 1962 pelo PSD. Os três senadores e os sete deputados federais preferiram ingressar na Aliança Renovadora Nacional – ARENA. Intelectuais, professores, estudantes, profissionais liberais, em grande número, aderiram ao MDB, mas poucos aceitaram candidaturas pelo novo partido, que tinha no País a função de cumprir um arremedo democrático de buscar a alternância do Poder, como oposição. As regras do jogo de cartas marcadas permitiam a competição, mas presumia a derrota dos oposicionistas.

A eleição de 1966 foi um grande teste. Para o Senado concorreram Leandro Maciel, velho líder udenista, fortalecido pelas forças militares que tomaram o Poder em março de 1964, pela ARENA, e o empresário Oviêdo Teixeira, pelo MDB. Cerca de nove mil votos separaram os dois candidatos, com a vitória de Leandro Maciel. Em 1970 repetiu-se a candidatura de Oviêdo Teixeira, enfrentando Augusto Franco, que era deputado federal, e Lourival Baptista, que saía do Governo do Estado.

Oviêdo Teixeira perdeu por 13 mil votos, aproximadamente, para Augusto Franco e por quase 22 mil votos para Lourival Baptista. O MDB insistiu em apresentar candidato a senador em 1974, mas não contou com Oviêdo Teixeira, que preferiu ser candidato a deputado estadual, elegendo-se. Nem contou com seus quadros, que preferiam disputar mandato para a Câmara Federal, como José Carlos Teixeira, que naquele ano reconquistou uma cadeira de deputado federal.

A ARENA escalava sua principal liderança, Leandro Maciel, que queria permanecer por mais 8 anos como senador. O MDB não tinha estrelas, até que surgiu um candidato, o médico e professor João Gilvan Rocha, que na juventude, formava ao lado do pai, José da Rocha, como um leandrista apaixonado, em Própria, sua terra natal. Os dirigentes do MDB não acreditaram na candidatura de Gilvan Rocha, mas aceitaram, por falta de opção, que ele enfrentasse Leandro Maciel.

No dia do lançamento da candidatura de Gilvan Rocha, quando ele apresentou um pequeno Manifesto, a sala do MDB contava com seis ou sete pessoas, mas isto não intimidou o candidato. A campanha começa, ganha corpo, toma as ruas de Aracaju e penetra, pouco a pouco, no interior. De um lado, a ARENA acomodava os líderes dos velhos partidos, em torno de um candidato que era, na verdade, um divisor de água, um chefe à antiga, do outro lado o MDB utilizava o rádio e a televisão, instrumentos novos nas campanhas eleitorais, para o enfrentamento.

O resultado eleitoral surpreendeu o Estado. Gilvan Rocha venceu Leandro Maciel, em Aracaju, com cerca de 77% dos votos, botando uma vantagem de aproximadamente 30 mil votos, contra 15 mil, mais ou menos, favoráveis a Leandro Maciel. Gilvan Rocha foi eleito senador da República, com mais de 103 mil votos, contra 86.611 votos dados a Leandro Maciel.

A vitória do MDB estaria incluída na avalanche de votos que o Brasil deu à oposição, em 1974. As vitórias do MDB em 14 Estados levaram o presidente Ernesto Geisel a criar a figura do senador indireto, ou “biônico”, premiando amigos nos Estados e garantindo ao partido governista um terço das cadeiras do Senado Federal.

No Senado Federal, Gilvan Rocha brilhou com seu talento, fala fácil, capacidade de argumentação, preparo e atualização política. Liderou o MDB, esteve por algum tempo no PP – Partido Popular fundado por Tancredo Neves e outros políticos para apressar a abertura democrática, sendo líder do partido no Senado, voltou ao MDB/PMDB, cumprindo um mandato irrepreensível como representante do Estado de Sergipe, chegando a 2º Vice presidente da Casa, integrando importantes Comissões, presidindo ou relatando Comissão de Inquérito do MOBRAL, da Mulher, e representando o Senado em eventos internacionais.

Nascido em Própria, em 26 de agosto de 1932, estudou no Colégio Ateneu, em Aracaju, na Faculdade de Medicina da Bahia, especializando-se em Ginecologia, fazendo pós –graduação em Oncologia, no Instituto de Ginecologia de Lisboa. Clínico e cirurgião do Hospital Santa Isabel, em Aracaju, professor da Universidade Federal de Sergipe, publicou diversos trabalhos sobre a função oposicionista no Brasil e abordando temas que pautaram a sua atuação no Senado Federal.

Artista plástico, chargista de jornais locais, Gilvan Rocha ingressou na Academia Sergipana de Letras, ocupando a Cadeira 35, fundada e muitos anos ocupada pelo também médico e senador constituinte Augusto César Leite.

Texto reproduzido do site: clientes.infonet.com.br/serigysite

domingo, 28 de janeiro de 2018

Fernando Figueiredo Porto

Foto reproduzida do Portal Infonet e postada pelo blog SERGIPE...

Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 01/07/2011 

REGISTRO: O centenário de Fernando Porto (2011)

Aracaju tem muitos filhos notáveis. Um deles é um filho adotivo.

Por Samuel Barros de Medeiros Albuquerque.
Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe
E-mail: samuelalbuquerque@ufs.br

Aracaju tem muitos filhos notáveis. Um deles é um filho adotivo.

Fernando Figueiredo Porto nasceu em Nossa Senhora das Dores, Sergipe, em 30 de maio de 1911. Muito cedo fez de Aracaju a sua casa. Aqui estudou. Alçou voo para Minas Gerais, onde se formou em Engenharia; regressou. Ocupou cargos públicos importantes, foi professor da antiga Escola Técnica Federal, da Faculdade Católica de Filosofia e da Universidade Federal de Sergipe. Mas seu legado de professor e homem público divide importância com outra herança: sua obra.

Em reconhecimento ao seu legado, na tarde de 30 de maio de 2011, foi realizada uma sessão conjunta do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, da Academia Sergipana de Letras e da Prefeitura Municipal de Aracaju, em homenagem ao centenário de nascimento de Fernando de Figueiredo Porto (1911-2005). Estiveram presentes muitos sócios e diretores do IHGSE, membros da Academia Sergipana de Letras e do Movimento de Apoio Cultural Antônio Garcia Filho, familiares e amigos de Fernando Porto, além de autoridades como o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira; o prefeito de Nossa Senhora das Dores (terra natal de Fernando Porto), Aldon Luiz dos Santos; o secretário adjunto da Cultura, Marcelo Rangel, representando o governador do Estado. Também compareceram a vereadora Miriam Ribeiro, representando a Câmara Municipal de Aracaju; a desembargadora Aparecida Gama, representante do Tribunal de Justiça de Sergipe; e Josué Modesto dos Passos Subrinho, reitor da Universidade Federal de Sergipe.

A Prefeitura de Aracaju concedeu ao homenageado (post mortem) a comenda da Ordem do Mérito Serigy. Após o discurso emocionado do filho de Fernando Porto, o engenheiro e professor Rodrigo de Melo Porto, a solenidade deu espaço à palestra do Prof. Dr. Alexandre Felizola Diniz (UFS), intitulada Fernando Porto, vida e obra. Na sequência, os presidentes do IHGSE e da ASL entregaram ao prefeito de Aracaju a segunda edição de “Alguns nomes antigos do Aracaju”, obra do homenageado, cuja primeira edição já estava esgotada.

Alguns nomes antigos do Aracaju é um dos mais importantes registros acerca de história da vida urbana em Sergipe. É, também, um documento/monumento que reafirma a identidade do aracajuano. Assim como José Calasans e Mário Cabral, Fernando Porto ajuda-nos “a carregar o andor da estima ao Aracaju”.

Nas páginas escritas por ele, acompanhamos a procissão de Bom Jesus dos Navegantes, andamos pela concorrida Rua do Barão (atual João Pessoa), pelas praças, mercados, teatros, cinemas, bares de um Aracaju que já se transformou, mas que ainda preserva bens culturais que nos foram legados e com os quais nos identificamos.

Sua obra também é um grito contra “sanha mutatória que se abateu sobre Aracaju”, pois, segundo o autor, o aracajuano é um forte triturador de topônimos, um grande apagador da       memória.

Também encontramos em Porto uma importante análise da história da arquitetura em Sergipe, atentando inclusive para as influências externas, como a dita “Missão italiana”, ou a “arquitetura delirante” de profissionais como o alemão Altanesch.

É preciso dizer que a confrade Ana Maria Fonseca Medina foi quem mais se empenhou para que a solenidade e a reedição do livro acontecessem. Medina, falando em nome do IHGSE e da ASL, buscou parceiros para tais feitos e tomou quase todas as iniciativas. No Banco do Estado de Sergipe, contando com a sensibilidade de Maria Avilete Ramalho, diretora-superintendente da Banese Corretora de Seguros, a confrade encontrou o patrocínio para e reedição do livro, cuja editoração e impressão ficaram sob a responsabilidade da Gráfica e Editora J. Andrade, em Aracaju.

Fernando Porto foi um dos mais destacados sócios do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Orgulha-nos celebrar o centenário de seu nascimento e presentear as novas gerações de aracajuanos (de nascimento ou adotivos) com a reedição de seu livro.

Aos que já conhecem essa “Geografia da saudade”, uma nova visita será estimulante. Aos que não a conhecem, o convite está feito. A leitura será compensadora.

(Consulte ou adquira a obra “Alguns nomes antigos do Aracaju”, de Fernando Porto, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Endereço: Rua Itabaianinha, 41. Centro, Aracaju/SE. Telefone: (79) 32148491).

Texto reproduzido do site: jornaldacidade.net

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Foto histórica do Aquivo de Orlando Dantas


"Encontrei essa preciosidade nos documentos de meu avô Orlando Dantas que estou a digitalizar:

Acho que são os secretários indicados para o Governo Francisco Porto, que começaria em 1930, mas não chegou a tomar posse por causa da revolução de 30.

No verso da foto estão indicados os personagens, mas não estão na ordem conforme o retrato, então, na maioria, não sei quem é quem. Os historiados que puderem ajudar, fico grato". (Paulo Roberto Dantas Brandão).

01. Francisco Porto (negociante) – Sentado, no meio, de terno preto.
02. Pedro Freire de Carvalho (capitalista)
03. Humberto Olegário Dantas (jornalista) – Acho que o 2º sentado da direita p/ esquerda
04. Aurelio de Azevedo Barreto(banqueiro)
05. Dr. João Passos Cabral (funcionário federal)
06. Dr. Gothardo Correa de Araujo (médico)
07. Dr. Manoel Marsillac Mota (médico)
08. Dr. Gildo Amado (advogado)
09. Dr. Heribaldo Dantas Vieira (advogado) – Em pé, o 1º da última fila, da esquerda p/direita
10. Mecenas Prado Peixoto (jornalista)
11. Tenente João Tavares Filho (oficial do exército) – possivelmente o 4º sentado da esq p/ dir.
12. Manoel Xaviel de Oliveira (jornalista)
13. Gonçalo Leal (negociante)
14. João Canuto dos Passos (capitalista)
15. Francisco Telles Maciel (Ioió Maciel) (capitalista) – Em pé, na 2ª fila, o 4º da dir p/esq.
16. José Antônio de Lemos (advogado)
17. Carlos Correa (funcionário federal)
18. Manoel Francisco de Ascenção Menezes (agricultor)
19. Alvaro de Souza Britto (negociante)
20. Pedro Diniz Gonçalves (Pedrinho do Brejo) (usineiro) – sentado, o 3º da direita p/esq.
21. José Antônio de Carvalho (industrial)
22. Pedro Rodrigues Lima (negociante)
23. Dr. Octavio do Espírito Santo (funcionário público)
24. Padre Caio Soter Tavares (padre) – possivelmente o 1º sentado à esquerda.
25. Manoel Luiz de Almeida (negociante)
26. José Ribeiro dos Santos (José Ribeiro da Jacoca) (fazendeiro) – 3º em pé da esq. p/dir.
27. Heitor Pais de Azevedo (negociante)
28. Manoel Carvalho Barroso (jornalista)
29. Dr. Mário Silveira Bastos (funcionário público – dentista)
30. Ascendino Ezequiel de Barros (negociante).

Foto reproduzida do Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão.

Clique no Link abaixo, para acessar postagem original no 
facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão > http://bit.ly/2DQuLmW

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

História de Celso de Carvalho merece a nossa homenagem


Publicado originalmente no site jlpolitica-coluna:aparte, em 24 de Jan de 2018

História de Celso de Carvalho merece a nossa homenagem

Por Sandro Andrade*

Ele foi prefeito, deputado estadual, vice-governador, governador e deputado federal. Passou pelo PSD, Arena e PDS. Advogado formado pela Universidade Federal da Bahia em 1946, exerceu o cargo de pretor em vários municípios antes da reforma do Judiciário.

Se vivo estivesse, Sebastião Celso de Carvalho, ou simplesmente Dr. Celso de Carvalho, completaria hoje 95 anos de idade. Com a prisão de Seixas Dória, tornou-se o 36º governador do Estado de Sergipe, administrando de 1º de abril de 1964 a 31 de janeiro de 1967.

Nesse período, teve que conviver com os militares e dispor de muita sabedoria para não entrar em conflito com aqueles que queriam substituí-lo por um indicado pelo regime.

Encerrou a vida pública em 1986, quando decidiu não disputar a reeleição para a Câmara Federal e faleceu em 14 de agosto de 2009, aos 86 anos, após longa luta contra o câncer.

“A política exerce um fascínio grande sobre os homens. Mas ela também é cruel, porque expõe a pessoa. O homem público não pode errar e às vezes é ofendido, caluniado. Isso incomoda muito. Eu mesmo não me importo com as rugas da minha pele, mas me incomodaria muito se tivesse rugas morais. Não tenho mesmo! Sou um homem limpo, graças a Deus!”, disse ele numa entrevista em 2008. Quem muito fez por Sergipe, a nossa eterna gratidão.

* É natural de Frei Paulo e estudante de Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br/coluna-aparte